| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Dendrocolaptidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Sittasominae |
| Ridgway, 1911 | |
| Espécie: | D. turdina |
O arapaçu-liso é uma ave passeriforme da família Dendrocolaptidae, monotípico. No passado era considerado conspecífico com o arapaçu-pardo (Dendrocincla fuliginosa), que ocorre na Amazônia.
Mede de 19 a 21 cm. É um arapaçu de tamanho médio, com bico curto. Ao contrário de muitos arapaçus, a plumagem do corpo é basicamente uniforme cor marrom-oliváceo, sem estrias claras ou pintinhas. A cauda possui tom ferrugem suave. As fêmeas costumam ser menores que os machos.
Ave em grande parte insetívora, alimenta-se de uma grande variedade de ártropodes. Pode, eventualmente, capturar outros tipos de presas. A espécie é frequentemente encontrada seguindo formigas-correição, especialmente da espécie Eciton burchelli ou, com menos frequencia, Labidus praedator. Nestas correições pode-se encontrar diversos indivíduos da mesma espécie, pousados a baixa ou meia altura, capturando as presas do sub-bosque afugentadas pelas formigas. São letárgicos e podem permanecer no mesmo local observando o solo em busca de uma presa, a qual captura com um vôo rápido. Pode pousar no solo ou em galho horizontais por alguns segundos. Também segue bandos mistos, em uma provável adaptação à relativa ausência de movimentação de formigas-correição em dias frios.
Como todos os arapaçus, nidificam em ocos de árvore. Em um dos ninhos estudados haviam 2 ovos brancos. Os filhotes eram tratados por apenas um adulto, possivelmente a fêmea.
Habitam o interior de florestas úmidas primárias e secundárias altas, seguindo formigas pode também se aventurar nas bordas e clareiras. Também são encontrados em matas de galeria em cerrado, desde que com alguma conexão com matas úmidas extensas. Mais comuns em altitudes mais baixas, mas pode ser encontrado até 1.250m.
Residente, embora exista alguma evidência de que as populações no extremo sul da área de ocorrência (no Rio Grande do Sul) possam migrar no inverno, fugindo do frio, já que todos os registros nesse estado são de Outubro a Março.
* Marantz, C. A., Aleixo, A., Bevier, L. R., Patten, M. A. (2003). Family Dendrocolaptidae (Woodcreepers). Pp. 402-403 in: del Hoyo, J., Elliott, A., & Christie, D. A. eds. (2003). Handbook of the Birds of the World. Vol. 8. Broadbills to Tapaculos. Linx Edicions, Barcelona.